quarta-feira, 31 de agosto de 2011

VENTURA RAMIREZ


fonte imagem: emdestaquenacidade.com.br



Verdadeiro ícone do violão de 7 cordas,
Esse mombucano esbanja talento,
Na voz, nas letras que compõe e na
Técnica apurada ao tocar seu instrumento.
Um mestre a serviço da arte;
Ramirez encanta seu público,
Acrescentando o vozeirão a obra de Nelson Gonçalves.

Respeitado instrumentista brasileiro,
Acompanhou grandes nomes,
Mas consagrou-se mundialmente,
Integrando o grupo “Demônios da Garoa”.
Ramirez é compositor, arranjador, cantor
E lançou recentemente pela gravadora
Zan o Cd: “Tributo a Nelson Gonçalves”.

Sandro Colibri
em 12/03/2007
Código do texto: T410351

terça-feira, 16 de agosto de 2011

CHORA MÃE ÁFRICA.

fonte imagem: agência folha

Chora novamente mãe África,
porque o mundo permanece cego
e tão entregue a outras batalhas,
que já não enxergam a tua luta,
obra solitária numa ação humanitária.

Choram mães desesperadas pelo peito murcho,
secos do leite, fatigados pelo absurdo
de verem a morte de anjos desnutridos
e deixam lágrimas sobre o chão esturricado,
sobre o rastro dos milhares de refugiados.

Chora mãe negra enquanto a morte chega
e leva embora o desalento dos famintos,
guerreiros subnutridos sob tendas no Quênia,
filhos enfraquecidos pela seca e a fome;
são milhares os desabrigados daquele chão somali.

Chora novamente mãe África,
porque teus valentes pedem socorro,
enquanto carcaças secam na terra fúnebre,
mas, quem trocará rifles e lanças,
por dignidade, comida e esperança.

Choram mães; corações despedaçados,
por outro, e outro, e mais outro,
filhos vivos em pele e osso, e mortos...
Quantas lágrimas ainda caíram?
Então, chora mãe África.

Código do texto: T3154040
Sandro Colibri

segunda-feira, 18 de abril de 2011

O monólogo de JUDAS

Fonte imagem/ by: mwatkins - Judas kiss


Ouço vozes no meu silêncio noturno...
E vejo os olhos dela; incendiando meu refúgio.
Receio à mão espalmada, ofertando-me trinta moedas
e a boca porca, rindo ironicamente do gesto.
Sinto os vermes manifestando sua fúria sobre o meu cadáver
e os roedores cuspindo minha carne sobre suas fezes.

_ Riam! Desgraçados andarilhos do lixo... Riam!

Vejo a lama e as larvas; as moedas sobre o meu esqueleto...
Dane-se Pilatos!
Tuas mãos foram lavadas e eu recebi o veredicto... Culpado, traidor!
Ouço vozes no meu silêncio noturno...
E ouço as correntes do portão de ferro, o sino da capela:
_ Blem! Blem! Blem!
_ Alto lá! Quem são os loucos que vestem preto e fazem festa,
bebem rum e transam sobre a minha tumba.
Malditos hereges!
Eu também carrego os pecados da humanidade.
Vejo o novo Pilatos, de olhos vendados, lavando as mãos nas águas da impunidade.
Ouço vozes no meu silêncio noturno...
Ouço as mães que choram por seus filhos, mortos ou seduzidos pelo dinheiro do tráfico e vejo os inocentes vitimados, pelo sistema único de saúde.
Eu sinto fome e me alimento na ineficiência e na ignorância dos corredores de Brasília, onde observo satisfeito; os adoradores do dinheiro, os traidores da Pátria. Ouço o riso lacônico dos infelizes, enaltecidos e enriquecidos pelos senhores do sistema financeiro.
Ouço vozes no meu silêncio noturno...
E comemoro a ascensão daqueles que me farão companhia, no seu pranto de desespero, nas suas lágrimas de indignação, eu manifesto a minha luxúria, sob a lápide do meu cativeiro e estremeço as estruturas da Psicologia...
Meu nome é Judas!
Sandro ColibriPublicado no Recanto das Letras em 27/02/2007Código do texto: T395722

quarta-feira, 30 de março de 2011

MONÓLOGO DE UM PÓS-ESOPO

Fonte imagem: internet/grupotrupicãociadeteatro.

Envolver-me-ei a tristeza de tua mesa, de tua cama, sofrendo o engasgo nesta amarga fartura...
Meus versos afirmam minha zanga, pelos pobres homens que arrotam arrogância por vezes vexatoriamente indefinida. Eis aqui as palavras que emudeci e as lagrimas que contive e as dores desta malfadada sociopatia, então leiam minha tristeza, enquanto bombas caem fazendo arder a terra, enquanto a fome fomenta a miséria e o ódio que impera sobre a razão.
Meus versos refutam quaisquer hipocrisias.
Vejam a cegueira do poder corporativo que alimenta uma democracia ultrajada, que se alimenta e manipula um maná para sua corja corrupta. Eu respiro e sinto nojo do odor, enquanto desaparecem verbas publicas, pois, por falta delas, sobram restos de gente nas ruas, restos humanos nos calçadões dormitórios, alheios a fúria que devora as escolas, os hospitais, creches e remédios, a fúria que exclui procriando marginais e muitos índices nas planilhas sociais, mas que número pode explicar essa desolação e a falta de alimentos, de teto e respeito para com este nosso irmão.
Números são maquiados, eis o retrato deste povo maltratado, resto humanos sob o falso entusiasmo de narizes infelizes, sob os olhares indignados de cegos que enxergam, e negam, e negam.
Fábulas e lendas não disfarçam favelas.
Dói-me este discurso de fragilidade, esta mão imaginaria e sobrenatural, seus dedos gélidos pressionando minha garganta.
Reagir é necessário.
Clamo numa prece sussurrada, e lamento, e vigio, e respiro uma esperança qualquer.
Eu enxergo, mas ontem ceguei, e virei o rosto para tantas mazelas.
Fui vidraça, estou espelho, mas até quando esses milhões de ovelhas alimentarão essa ninhada de raposas.


Leia também: Monólogo de JUDAS.
Obrigado pelo carinho e atenção, o mérito do texto se julgará por sua eventual divulgação.

Publicado no Recanto das Letras em 30/03/2011

Código do texto: T2879770

terça-feira, 29 de março de 2011

Tu, um PEDÓFILO? ( TRIOLÉ )


fonte imagem: internet/autoria em pesquisa.

Inominável ser, humano patético,
abominável homem a macular anjos,
odiável parasita de outro ser proxenético,
inominável ser, humano patético.
Quem não condenaria teus arranjos,
tua vã insanidade, tua frívola isonomia.
Inominável ser, humano patético,
abominável homem a macular anjos.


Publicado no Recanto das Letras em 29/03/2011 Código do texto: T2878037
Sandro Colibri

quinta-feira, 15 de julho de 2010

ARMANDO NOGUEIRA (1927-2010)

Fonte imagem: internet/autoria em pesquisa


Arauto da crônica esportiva, um mestre
Reinando nas entrelinhas da literatura.
Monumental baluarte do atual jornalismo,
Argucioso vivificador da temática do futebol.
Nascido em Xapuri onde cresceu, correu o mundo,
Descrevendo fronteiras, craques e gramados,
Ostentando com louvor foi colunista e redator.

Notável e incansável formador de opinião,
Original com seu estilo poético e elegante,
Guarneceu lendas como Cid Moreira e Heron Domingues,
Unânimes vozes que davam vida ao seu labor.
Encabulava qualquer perna de pau, sem grosseria,
Instigava gigantes e heróis, com maestria.
Revive-lo; com gratidão é imortalizá-lo, pois,
A CHAMA QUE NÂO SE APAGA é a BOLA NA REDE.

Obs: A última frase faz referencia a dois títulos de sucesso do nosso querido Armando Nogueira.

Publicado no Recanto das Letras em 15/07/2010 Código do texto: T2379443
Sandro Colibri

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

ZILDA ARNS NEUMANN (1934 - 2010)

fonte imagem: arquidiocese-sp.org.br/jornal

Zilda, pediatra, sanitarista, humanista,
Irmanada alma da benevolência e
Legitima voz da caridade,
Deixa-nos um legado: Amar ao próximo
Assistir com boa vontade os menos afortunados.

Amada filha de Forquilhinha,
Reconhecida mundialmente com louvor,
Notável fonte de saber e compaixão
Sempiterno será a semente por ti plantada.

Nobre mulher, estimada mãe,
Exemplo de dignidade e de perseverança
Um anjo vivente entre mortais.
Multiplicadora da fé e solidariedade,
Assim viveu e assim será lembrada.
Nossa "Heroína da Saúde Pública das Américas",
Nitente estrela que iluminará a todos nós.


Sandro Colibri
Publicado no Recanto das Letras em 19/01/2010
Código do texto: T2038618