quinta-feira, 28 de maio de 2009

Cigarro? Diga não!

Fonte Imagem: Pesquisa internet


Cigarro? Diga não!

Quatro mil e setecentas substâncias químicas,
teus pulmões as absorvem
e na embalagem te recriminam.
Teu sarcasmo é ilusório,
rejeitando a advertência,
neste vício legalizado pela tua consciência.
Ousadia, elegância, charme e aceitação,
são diversas as desculpas numa só constatação,
tu desprezas a própria vida sem esboçar reação.
Fique esperto, não se engane.
Não estou tirando sarro.
Não acenda. Jogue fora,
fique livre do cigarro.
Você tem o seu discurso
e eu não vou polemizar,
é aquela velha estória,
cada qual no seu lugar,
todavia, a fumaça não respeita opinião
e o cheiro do cigarro me provoca irritação,
sou o lado ofendido pela tua exortação.
Propagandas milionárias, perversão da inocência.
Nunca dirão que uma tragada,
é o portal de várias doenças;
câncer, enfisema, bronquiolite, tuberculose, asma.
São mazelas de um vício, é dependência;
que o fabricante não declara.
Mude esta situação, use a sua inteligência.
Uma droga liberada, droga não deixa de ser
e os efeitos cancerígenos poderão te acometer.
Teu prazer é uma armadilha,
faça um teste e tente parar...
Síndrome de abstinência, a nicotina é de matar.
Fique esperto. Caia fora. Aproveite a sugestão.
Não aceite, fique livre.
Cigarro? Diga não!

Autor: Sandro Colibri.
O tabagismo é responsável por:
· 200 mil mortes no Brasil.
· 25% das mortes causadas por doença coronariana – angina e infarto do miocárdio.
· 45% das mortes causadas por doença coronariana na faixa etária abaixo dos 60 anos.
· 45% das mortes por infarto agudo do miocárdio na faixa etária abaixo dos 65 anos.
· 85% das mortes causadas por bronquite ou enfisema.
· 90% dos casos de câncer de pulmão (entre os 10% restantes, 1/3 é de fumantes passivos).
· 30% das mortes por outro tipo de câncer (de boca, laringe, faringe, esôfago, pâncreas, rim, bexiga e colo de útero).
· 25% das doenças vasculares (entre elas, derrame cerebral).
Fonte: Ministério da Saúde – Instituto Nacional do Câncer.


Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, metade dos fumantes – cerca de 650 milhões – vai morrer por causa do tabagismo. A OMS alerta que o fumo é responsável por 1 a cada 10 mortes de adultos no mundo e as previsões para os próximos anos são pessimistas. Se a epidemia ficar fora de controle, o cigarro fará 10 milhões de vítimas por ano em 2030, das quais 70% serão de países pobres.
Fonte: Revistaonline – Organização Mundial da Saúde.

Sandro Colibri
Publicado no Recanto das Letras em 16/05/2008Código do texto: T992496

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Corinthians, eterna paixão.



Corinthians 100 anos _ eterna paixão.


Dá-lhe Corinthians!
Guerreiros forjados no chão de terra batida,
brio envergado e ostentado nas cores alvinegras,
que vestem tua enorme torcida.
Num Pacaembu lotado, que balança,
quando Ela, canta e vibra;
timão, verdadeiro e único,
campeão dos campeões.

Dá-lhe Corinthians!
Eterno manto consagrando craques:
Baltazar, Rivelino, Wladimir e Basilio,
Sócrates, Ronaldo, Neto e Marcelinho,
entre tantos outros que fulguram,
em teu glorioso passado.
Tens a força que inspira meus versos,
é o todo poderoso Timão.


Dá-lhe Corinthians!
Minha paixão sem exageros,
que brota deste coração guerreiro,
aludindo minha fama de eterno sofredor.
Sou teu décimo segundo jogador
e teu maior baluarte, pois jamais serei;
apenas mais um torcedor.
Sou alvinegro de coração!


Sou a voz que da arquibancada lhe inflama,
que a tua raça proclama
e canta e encanta em tuas vitórias,
mas que nas derrotas, devota-lhe amor.
Dá-lhe Corinthians!de tantos títulos e glórias,
de tantas alegrias em minha memória;
minha vida, minha eterna paixão.


Sandro Colibri
Publicado no Recanto das Letras em 24/07/2007Código do texto: T577967

segunda-feira, 30 de março de 2009

Colibrido by Colibri. X

Fonte/imagem: fotos.barch
Fonte/Imagem: shools.mukilteo.webnet.
Colibrido by Colibri. X

Exige-se a métrica de um sonete invertido,
contudo, sem o uso da rima, não se obriga a perfeição,
sendo o quarteto a pontificar o híbrido;
pois, o monóstico exige a repetição.


Vide o soneto onde um terceto o finaliza.
Neste caso, ele apenas desenvolve o raciocínio,
deixando a conclusão do texto para o dístico.


O Colibrido surge na transformação da palavra,
legando suposta originalidade ao autor e ao estilo.


Pois, o monóstico exige a repetição.


Sandro Colibri Publicado no Recanto das Letras em 22/01/2009Código do texto: T1399244

quinta-feira, 26 de março de 2009

Colibridos IX (TARAS)

Fonte/Imagem internet: autoria em pesquisa


Colibridos IX (TARAS)

Meu avesso é um espaço inânime,
corpos esbeltos e bocas calientes,
cegam-me em total impudicícia;
sou um libertino facetando a indiscrição.

Tenho sede, saciável no sexo
e o sadismo contaminando meus atos,
ora sacrossanto, ora safardana.
Meu ápice é provocar o teu timing,
pois, suas taras regem o meu Eu devasso.
Sou um libertino facetando a indiscrição.


Sandro Colibri
Publicado no Recanto das Letras em 25/03/2009Código do texto: T1505874

Colibridos VIII (Faixa de Gaza)

Fonte/imagem: arquivo PCO.online



Colibridos VIII (Faixa de Gaza)


Vil homem no leito da morte,
sob o fogo da autodestruição,
e crianças abandonadas à própria sorte,
sob o morteiro que não julga o coração.

Homens vis de um lado e doutro,
com a crença da morte e a intolerância
sob o silêncio do mundo, alimentando o monstro.

Refugiados da guerra no berço da paz,
morrem civis inocentes e os guerrilheiros do Hamas.

Sob o morteiro que não julga o coração.

Sandro Colibri
Publicado no Recanto das Letras em 08/01/2009Código do texto: T1374803

Colibridos VII (Cólera)

Fonte/Imagem: madonna.com


Colibridos VII (Cólera)


Odeio meus olhos marejados,
minha face tristonha,
meu sorriso amarelado,
neste reflexo lastimado pela vergonha.

Odeio o ódio que me toma,
incrustado no estômago, no intestino;
queimando o esôfago, travado na boca.

Odeio a mão e os dedos que apóiam a caneta
e todas as letras deste amargo chavão...

Neste reflexo lastimado pela vergonha.



Sandro Colibri
Publicado no Recanto das Letras em 07/01/2009Código do texto: T1372783

Colibridos VI (O Papai Noel dos desgraçados)


Fonte/Imagem: Estadão.com


Colibridos VI (O Papai Noel dos desgraçados)


Eram tantos e quantos couberam,
no divino antro das grades de ferro,
anjos descalços e futuros marginais;
são os filhos da miséria, as antíteses sociais.

Tinha fome e sede; frio sentia.
Repartiam a erva para inebriar o vazio,
nos quatro metros quadrados do inferninho.

Esquecidos e viciados, sonhavam entristecidos,
ter apenas o sorriso amável do bom velhinho.

São os filhos da miséria, as antíteses sociais.

Sandro Colibri
Publicado no Recanto das Letras em 24/12/2008Código do texto: T1351339